Chi Kung / Tai Chi

Aulas de Chi Kung: Av. Guerra Junqueiro (Alameda), às 6ª feiras, 10h – 11h.

O Chi Kung e o Tai Chi são artes internas chinesas onde se realizam movimentos lentos que promovem o relaxamento físico e psíquico e a circulação de energia, contribuindo para a saúde e o bem-estar geral.

A minha abordagem actual a estas artes repousa em quase 20 anos como praticante e professora, conjugada com a minha experiência como Dança Movimento Psicoterapeuta. Assim, privilegio a descoberta de nós mesmos e do nosso corpo, enquanto sujeito de conhecimento, nas tradições filosóficas do embodiment e nas recentes descobertas das neurociências: somos uma unidade mente-corpo, e é assim que aprendemos e vivemos, e que nos relacionamos com os outros e com o mundo.

Nas aulas pretendemos proporcionar um espaço de autoconhecimento e aprendizagem, principalmente sobre nós próprios. Nesse sentido, assumimos o papel de facilitador: apoiamos a autodescoberta do processo interno de cada aluno e ajudamos a desenvolver a auto-observação, tanto quanto servimos de modelo para que nos possam observar. Os movimentos realizam-se na lentidão, como uma postura de recepção mais do que um aspecto particular da velocidade; trabalhamos a respiração profunda e o que isso muda em nós; oferecemos metáforas de movimento que podem apoiar o sentir do movimento; trabalhamos na repetição como fonte de conhecimento.

A repetição uma e outra vez e mais outra, permite realizar os movimentos com a atenção plena no que se está a passar dentro de nós. Também permite atingir um estado de flow, onde podemos largar o controlo do movimento, como se algo universal me movesse a mim; um estado de concentração descontraída, de conexão profunda com o que está a passar.  A repetição permite também aumentar a autoconsciência: quando repito o mesmo movimento muitas vezes posso observar o que fica e o que se transforma no meu movimento e em mim. Tenho um instrumento de observação interior que me permite perceber como estou hoje, neste momento, e também como me vou adaptando aos movimentos e como vou mudando.

Acreditamos que a prática destas artes proporciona um momento de introspeção importante e possibilita a construção de um observador interno, que nos ajuda a ter uma noção mais precisa do que sentimos a cada momento. Os movimentos realizados são acompanhados pela consciência e a atenção permanece presente. É incentivada a ‘aprendizagem com o corpo’, com a própria fisicalidade e corporalidade do movimento, favorecendo a união corpo-mente. O referencial do movimento é interno e interior, mesmo quando se refere ao meu corpo no espaço: o que me provoca este movimento em particular? Qual a sensação que tenho ao fazer determinado movimento? Que sentimentos faz surgir?

O processo de aprendizagem que dá primazia ao corpo faz uso também do mimetismo, a capacidade inata para espelhar o movimento do outro, habilidade com que todos os bebés nascem e que lhes permite entrar em contacto com o outro, em comunicação. A ideia principal é que possamos mover juntos, mais do criar um clima de aprendizagem professor-aluno.

Podem também espreitar o site da associação Caminho Natural.

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