Pessoas com necessidades especiais

A psicoterapia pelo movimento é muito eficaz em pessoas cuja comunicação verbal é menos acessível, ou porque o domínio da linguagem verbal ainda não está desenvolvido, ou porque pode encontrar-se severamente comprometido. A utilização da linguagem simbólica e criativa do gesto e do movimento permite também chegar a pacientes mais resistentes ao discurso verbal.

O movimento surge muitas vezes como a única ferramenta para chegar a determinadas pessoas com necessidades especiais. Como um mapa que se vai construindo ao longo do processo terapêutico, trata-se muitas vezes de encontrar uma forma de comunicar com a pessoa que se encontra diante de nós, de chegar a ela; de construir uma linguagem nova, que pode ser depois mostrada/ensinada aos pais ou cuidadores.

Vários estudos têm evidenciado a eficácia da psicoterapia pelo movimento quando aplicada a determinadas patologias, como o autismo ou às várias formas de demência, como uma ferramenta que permite ir ao encontro do paciente onde ele se encontra, e daí tentar construir pontes de comunicação para o exterior, que muitas vezes não passam pela palavra verbal, mas sim por outras formas de expressão.

Nestes processos terapêuticos, a família é sempre incluída, sendo por vezes convidada a participar em algumas sessões, quando o paciente pode dar o seu consentimento; outras vezes é incluída no recorte terapêutico desde o início.